A intervenção na prevenção e no combate à violência doméstica é potenciada se houver um trabalho colaborativo entre as diversas entidades com intervenção nesta matéria. É nisso que se distingue a Rede Violência Zero, que a CooLabora coordena.
Dia 16 de Julho realizou-se mais um encontro da Rede, reunindo 31 pessoas representantes de áreas diversas como a saúde, justiça, forças de segurança, educação, protecção de menores, educação, emprego, autarquias, etc. Foram partilhados dados estatísticos relativos à intervenção no 1º semestre de 2026, preocupações relativas a questões como a mobilidade das pessoas em situação de maior vulnerabilidade, saúde mental, formação, entre outras. No Outono haverá um novo encontro.
Autor: Coolabora
Violência sexual online é tema de campanha e leva a mais de dois mil clicks
A ideia é simples e partiu do Coolaboratório: afixar pela cidade autocolantes que levassem quem os vê a pensar que activando os QRs Codes neles disponíveis, encontraria conteúdos de violência sexual. Porém, o conteúdo era bem diferente do esperado: notícias da comunicação social portuguesa sobre o flagelo que é a partilha de conteúdos de violência sexual e ainda a frase de sensibilização da campanha: Partilhar é violar – o teu click é parte do problema. O processo de criação desta campanha foi um percurso de aprendizagem já que as/os jovens do Coolaboratório tiveram que pesquisar sobre o tema e decidir quais as notícias que queriam divulgar. Eram 8 os autocolantes, com 8 diferentes mensagens que levaram a mais de 2000 clicks. Dá que pensar…
O projecto é financiado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
Apoio Psicológico Crianças e Jovens Vítimas de Violência Doméstica (RAP)
No primeiro semestre de 2026, foram acompanhadas pela RAP 44 raparigas e 46 rapazes vítimas de violência doméstica, sendo que 24 dizem respeito a novos pedidos de acompanhamento. Assim, a RAP conta já com 409 consultas de apoio individualizado às crianças e jovens vítimas cuja faixa etária predominante se situa entre os 6 e os 12 anos de idade.
A violência psicológica, tem escalado em muitas situações também para violência física, sendo maioritariamente praticada pelos progenitores e progenitoras.
Preocupa-nos o aumento significativo dos encaminhamentos de situações de abuso sexual, bem como, a gravidade e inflexibilidade da sintomatologia que tem vindo a ser avaliada. Aliada a este agudizar dos quadros clínicos, permanece a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde mental.
Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica – dados do 1º semestre 2026
De Janeiro a Junho de 2026, foram atendidas 192 vítimas (178 mulheres e 14 homens) no Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica da CooLabora, das quais 60 correspondem a processos novos.
As vítimas do sexo feminino representam 92,7% das situações. A faixa etária predominante é a dos 36-55 anos, que representa 41,1% das situações, seguida das vítimas entre os 18 e os 25 anos, que são 18,8% dos casos, o que nos alerta para a relevância das situações de violência no namoro.
A violência é maioritariamente praticada na relação de intimidade (33,9%) ou após o seu fim (41,1%); a violência física e psicológica aparecem agregadas em 66,7% das situações; 34,4% das vítimas mantém a co-habitação com a pessoa agressora; e em 33,9% dos casos as vítimas têm filhos/as menores a seu cargo.
A Rede Violência Zero continua diariamente a articular para dar resposta às necessidades das vítimas, tendo-se registado 668 encaminhamentos/articulações neste 1º semestre.
O Gabinete continuará a prestar serviços de apoio emocional, de informação jurídica e de encaminhamento social de forma gratuita e confidencial.
Orçamento do Estado assume financiamento de respostas contra a violência doméstica e tráfico humano
A partir de 2027, Portugal assistirá a uma mudança histórica no modelo de apoio financeiro às organizações da sociedade civil que combatem a violência doméstica e o tráfico de seres humanos. Após anos de uma dependência quase total de fundos europeus — marcada por instabilidade constante, projectos de curta duração e uma pesada carga burocrática —, a Ministra Margarida Balseiro Lopes, em reunião com representantes destas organizações que decorreu recentemente em Lisboa, aceitou a transição para um modelo de financiamento sustentado directamente pelo Orçamento do Estado.
Esta medida surge após um alerta de dezenas de organizações sobre o risco iminente de colapso das redes nacionais de apoio, reuniões com os diferentes grupos parlamentares e uma acção colectiva marcada pela união.
Para mitigar a crise imediata, os projectos que terminavam este ano foram prorrogados até Dezembro, mas a grande transformação reside na garantia de verbas públicas estruturais a longo prazo, aliviando de imediato dezenas de entidades que gerem cerca de meia centena de respostas no terreno.
Esta estabilidade financeira e o fim do sufoco das candidaturas intermitentes representam uma vitória e uma reivindicação antiga. Com esta transição, as estruturas e as equipas técnicas poderão finalmente focar-se no que é verdadeiramente essencial: garantir uma resposta qualificada, protectora e emancipatória para as vítimas, em pleno cumprimento da Convenção de Istambul.
Só a Arte nos (pode) salva(r)!
A partir de 16 de Junho (terça-feira) temos a alegria de acolher a exposição de artes plásticas de Alexandre Pereira.
Para o autor esta exposição é um manifesto por uma ecologia profunda da arte de viver: “por cada direito ameaçado, por cada árvore perdida, por cada voz silenciada: criemos, plantemos e ergamos +10”.
IV Encontro Internacional Sinergias para a Transformação Social
1 a 3 de julho, Lisboa.
Resistir e convergir na construção de cidadanias críticas e comprometidas.
Trata-se de um encontro entre pessoas da academia, das organizações da sociedade civil, educadores e educadoras, aprendentes, activistas e todos as pessoas que, neste contexto adverso, procuram novos caminhos para resistir, reflectir e agir.
O projecto Sinergias ED é promovido pela FGS e pelo CEAUP da Universidade do Porto.
Mais informações em https://tinyurl.com/Enc-Int-SinergiasED
“Histórias do Fim do Mundo” pela voz de quem trabalha na intervenção social
A campanha visa dar a conhecer as inúmeras histórias e vivências invisibilizadas, que emergem do trabalho destes/as profissionais e das vidas das pessoas com quem trabalham, traduzindo as suas realidades e alertando para as desigualdades sociais e territoriais que vivenciam.
A iniciativa surge âmbito do projecto ProActCoP: Co-criar Conhecimento sobre/e ação para a Mudança nas Regiões do Interior, financiado pela FCT e em desenvolvimento no Centro de Investigação e Intervenção Educativas, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. A CooLabora, o GAF – Grupo Aprender em Festa e a EAPN são as entidades parceiras deste projecto. Pode conhecer algumas histórias através do instagram: https://www.instagram.com/historiasdofimdomundo_/
Detectives da Verdade
Jovens do projecto Quero Ser Mais E9G participaram numa actividade dedicada à identificação de notícias falsas e à promoção do pensamento crítico nos meios digitais.
A sessão teve como objectivo sensibilizar os participantes para os riscos da desinformação e para a importância de analisar criticamente os conteúdos que circulam nas redes sociais e plataformas digitais.
Através de exemplos práticos, desafios e momentos de reflexão, aprenderam a identificar sinais de fake news, verificar fontes de informação, questionar conteúdos antes de os partilhar e desenvolver uma postura mais crítica perante a informação online.
Num contexto em que o acesso à informação é cada vez mais rápido e constante, a actividade procurou reforçar competências de literacia mediática, fundamentais para a formação de cidadãos e cidadãs mais conscientes, informados/as e responsáveis.
O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela República Portuguesa e pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.
Jovens do Quero Ser Mais E9G brilham no Tortosendo Fashion “Vila das Flores”
Quatro jovens do Quero Ser Mais E9G participaram no desfile Tortosendo Fashion “Vila das Flores”, numa experiência que promoveu a autoestima, a confiança e a valorização pessoal.
A participação aconteceu a convite do MODATEX, entidade parceira do projecto, que desafiou duas raparigas e dois rapazes a integrarem o desfile e a apresentarem criações dos/as formandos/as dos seus cursos, recorrendo à técnica de upcycling.
Mais do que uma experiência ligada à moda, a iniciativa constituiu um momento de crescimento pessoal e de valorização das capacidades de cada participante, reforçando a importância de criar oportunidades que lhes permitam descobrir novos interesses, superar desafios e acreditar no seu potencial.
O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela República Portuguesa e pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.