Oficinas para a autonomia

Continuamos com as oficinas para a autonomia e em resposta ao entusiasmo e aos inúmeros pedidos realizámos mais uma oficina de macramé, na qual aprendemos técnicas novas. Esta oficina foi acompanhada por umas saborosas cerejas da Gardunha e por deliciosos pastéis equatorianos, feitos por uma das participantes.

Estas oficinas são um espaço de encontro e expressão criativa, onde se cruzaram pessoas com idades, nacionalidades e culturas muito diversas.

A iniciativa faz parte do projecto “Caixa de Ferramentas para a Autonomia” promovido pela CooLabora, que conta com a parceria da Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, Museu de Lanifícios e Universidade da Beira Interior.

O projecto foi premiado pelo programa Caixa Social, da Caixa Geral de Depósitos.

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Nós Vamos!

O projecto Nós Vamos! está mesmo a andar e a contribuir para repensarmos as formas de participação cívica e a democracia. As reuniões nos dois bairros já começaram. 

Tivemos um encontro entusiasmante no Grupo Recreativo Vitória de Santo António que permitiu começar a mapear o bairro. Seguiu-se o encontro com os órgãos sociais da Liga dos Amigos do Bairro dos Penedos Altos. 

As belíssimas ideias que surgiram ilustram bem como a participação da comunidade é fundamental para pensarmos o território. 

Este projecto é promovido pela CooLabora, em parceria com duas colectividades: Grupo Recreativo Vitória de Santo António e a Liga dos Amigos do Bairro dos Penedos Altos e ainda com a Câmara Municipal da Covilhã e a Universidade da Beira Interior, através da Unidade de Investigação em Artes e é apoiado financeiramente pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Escola Largo da Feira estimula curiosidade sobre a ecologia e a sustentabilidade

A actividade chama-se Escola na Rua e este nome é já uma indicação de que crianças da Escola Largo da Feira encontram um verdadeiro laboratório de aprendizagens na relação que estabelecem com a terra.

Os alunos e alunas ao explorarem a natureza conheceram o ciclo natural das plantas através da experimentação, e, nesta aventura, recolheram as sementes, criaram o solo, realizaram sementeira e plantações. Viram assim como se desenvolvem as plantas comestíveis e como se desenvolvem as sementes de um feijão.

Criaram um jardim comestível, aproveitando os recursos da natureza mais próximos, como as ervas espontâneas colocadas numa cama elevada que reforçam a produtividade do solo das suas sementeiras.

As actividades integram o Plano de Inovação desta Escola no âmbito da flexibilização curricular e permitem a consolidação de conteúdos programáticos das diferentes disciplinas, promovendo ainda outras competências essenciais para a vida.

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O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

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Teatro explora competências na Escola Largo da Feira

As crianças da Escola Largo da Feira integradas no Plano de Inovação têm estado a explorar competências pessoais e sociais através do teatro.

É em Jogar – Treino de Competências que os alunos e alunas embarcaram na aventura de criar uma peça de teatro, e desde os guiões aos cenários, passando pelos figurinos, as crianças participaram na decisão e na construção de todas as partes da peça a exibir às suas famílias no encerramento do ano lectivo.

Os preparativos encontram-se na fase final e ensaiam-se os últimos pormenores de uma peça dramatizada pelas próprias crianças a partir do conto tradicional analisado durante o ano lectivo – “Corre, corre Cabacinha”.

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O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

Peças têxteis confeccionadas por mulheres ciganas em exibição

Os trabalhos realizados durante o curso de artes têxteis desenvolvido no Tortosendo pelo Modatex estiveram em exposição no stand do Projecto Quero Ser Mais E9G no Arraial da Escola de Tortosendo.

Nesta formação que terminou com a aprovação de 24 mulheres ciganas em artes têxteis, os trabalhos foram surpreendentes: sacos de tecido personalizados, nécessaires, saias, vestidos e almofadas bordadas. Estes trabalhos foram muito apreciados e promoveram assim uma imagem positiva desta comunidade e reforçaram a ideia de que é possível uma perspectiva de negócio.

Esta foi uma iniciativa que pretendeu contribuir para a diminuição do preconceito, a interculturalidade e a promoção do trabalho em parceria.

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O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

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Equipa do Quero Ser Mais E9G é campeã regional no Torneio do Clube Escolhas

Jovens do projecto Quero Ser Mais E9G ganharam este fim de semana o torneio ao nível regional, tornando-se campeões e campeãs regionais no Torneio do Clube Escolhas.

Esta iniciativa do Programa Escolhas, que abraçamos por lhes conhecer o gosto pela modalidade, lançou raparigas e rapazes de várias culturas num desafio que implicou não só treinar e jogar, mas também simular a criação de um Clube e neste processo muitas são as competências que se trabalham, das pessoais (emocionais) às sociais e cívicas.

A equipa ganhou todos os jogos de forma brilhante e agora aguarda-a a experiência de participar na fase nacional que decorre de 8 a 10 de Julho.

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O projecto Quero Ser Mais E9G é promovido pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e é cofinanciado pelo Pessoas 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

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Outgrow the System/Transformar o sistema

Graça Rojão (CooLabora e Rede para o Decrescimento)

Cristina Parente (Instituto de Sociologia da Universidade do Porto/Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

Sílvia Ferreira (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais)

O documentário Outgrow the System/Transformar o Sistema foi novamente exibido em Portugal. Desta vez, foi visualizado na Covilhã, no dia 28 de Maio, numa colaboração entre três organizações distintas, mas com pontos em comum: a CooLabora, a Secção Temática Sociedade Civil, Economias Alternativas e Voluntariado da Associação Portuguesa de Sociologia e a Rede para o Decrescimento.

O filme trata da necessidade urgente de uma mudança de sistema económico e destaca algumas propostas que podem contribuir para trilharmos caminhos alternativos, sugerindo que a transição do sistema que hoje domina o mundo será complexa, exigirá um pensamento aberto e interdisciplinar e uma mudança paradigmática.

Que teorias são pioneiras e avançam com propostas de mudança? Neste documentário, realizado em 2023, Cecilia Paulsson e Anders Nilsson vão à procura de outros sistemas económicos e fazem um mapeamento plural de propostas alternativas. O filme destaca especialmente cinco: a economia do donut, o decrescimento, a democracia económica, a economia participativa e o mundo sem fins lucrativos.

A economia do donut dá-nos uma imagem que ajuda a visualizar o espaço que fica entre dois círculos de limites que não deveriam ser ultrapassados. Por um lado, os limites biofísicos, fundamentais para a manutenção do planeta vivo e estável e, por outro, o círculo que tem como limite não deixar ninguém sem acesso aos bens essenciais à vida. Esta proposta assenta no equilíbrio entre a prosperidade e os limites planetários e propõe uma organização da vida económica capaz de colocar toda a humanidade dentro do espaço do donut.

A proposta do decrescimento, também abordada no documentário, assenta na redução do metabolismo da economia para que seja possível alcançar um estado sustentável estável, ou seja, para uma prosperidade sem crescimento económico contínuo. A proposta de redução e de posterior estabilização da economia, coloca no centro o bem-estar social e ecológico. Prevê que possam existir flutuações, já que haverá sectores e regiões que podem necessitar de crescer enquanto outras terão de diminuir o seu metabolismo. Esta reorganização da economia coloca-a ao serviço de necessidades e prioridades sociais, contrariando o seu actual construto de autonomia face a outras dimensões da vida, como a política, a social, a cultural, ou outras.

O filme assinala a falácia do crescimento verde, que parte da ideia de que é possível dissociar o crescimento económico do crescimento das emissões de CO2, já que a investigação e a experiência atual demonstram que se trata de uma impossibilidade.

A democracia económica e as propostas da WEALL – Wellbeing Economy Alliance – são também sublinhadas neste documentário. A democracia económica destaca que, entre os poderes que hoje governam a economia, figuram empresas gigantes que os diferentes governos procuram atrair, competindo entre si. O enorme poder e a capacidade de lóbi dessas grandes empresas multinacionais levou à captura da democracia política em função dos seus interesses económicos. Esta alternativa económica propõe que o poder de decisão, hoje nas mãos destes gigantes, passe para as pessoas que são afectadas pelas decisões, isto é, para trabalhadores/as, público, consumidores/as. Defende que as empresas devem ser governadas pelas pessoas que nelas trabalham. Para a democracia económica é necessário encontrar mecanismos que permitam trazer para a mesa das discussões a natureza, as futuras gerações, ou seja, uma ideia de médio e longo prazos.

A quarta proposta destacada pelo filme, a economia participativa, procura uma outra via entre o mercado e o planeamento central, colocando produtores/as e consumidores/as no centro dos processos de decisão, para que a produção seja dimensionada para responder às necessidades da economia e não o contrário. A economia participativa valoriza os desejos e as necessidades de quem consome e de quem produz, ao invés da maximização dos lucros. Como vimos posteriormente no debate, tal acontece nas AMAP, as associações para a manutenção da agricultura de proximidade, também designadas CSA (Community Support Agriculture) no mundo anglófono.

Por fim, o mundo sem fins lucrativos, como seria de esperar, é uma proposta de remoção do lucro, substituindo-o pela prioridade ao benefício social. Defende a ética da suficiência e uma economia desenhada para satisfazer as necessidades, ou seja, uma produção limitada por estas, estabilizando a economia. Destaca as empresas sociais, como figura jurídica onde o excedente criado reverte para o reinvestimento na resolução de problemas sociais e, consequentemente, para aumentar o seu impacto social.

Após a exibição do documentário e da intervenção da realizadora Cecilia Paulsson, houve um intenso debate em torno do filme. Foi referida a importância de aprendermos também com a perspectiva das economias indígenas, que não se centram na ideia de recursos e da sua exploração, mas, antes, na abundância frugal. Foi sublinhada a necessidade de questionarmos e também de contrariamos a ideia de escassez, que nos é imposta pelo actual sistema.

No debate foi assinalada a relevância e a urgência de “sairmos da bolha” em que circulam estas propostas, isto é, de chegarmos a um público mais amplo, de encontrarmos ideias que coloquem as pessoas no centro, a partir da dimensão dos cuidados e outros afectos, que nos considerem na nossa dimensão mais humana e menos economicista. Referido foi também o carácter construído dos pressupostos em que assenta o paradigma económico dominante, com relevo para a discussão entre o conceito de “recursos” (escassos) da abordagem capitalista versus “bem comum” numa perspectiva colectivista e democrática.

Os e as participantes assinalaram que todas estas propostas têm em comum o trabalho colaborativo e uma economia mais participada. Contrariando o desalento ou a falta de

acção, as experiências consistentes, que estão em curso em várias cidades do mundo, mostram que há alternativas, ainda que nestas impere uma dose forte de experimentação.

No fecho do debate sublinhamos que face à insustentabilidade do nosso sistema económico, este documentário nos traz uma diversidade de perspectivas, sem que as coloque como mutuamente excludentes, antes, enfatizando dimensões distintas e complementares.

Concluímos que é importante que este debate não seja colocado num plano técnico, mas sim, na esfera política, porque se trata de escolhas. Foi referida a importância de politizarmos cada vez mais os processos, contrariando visões apocalípticas que promovem o medo e abrem a porta a ideias ditatoriais, porque é na mão das comunidades que devem estar as decisões sobre o sistema que realmente queremos. O documentário mostra exemplos de transformações locais e de movimentos de base, mas não contorna as dificuldades que surgem das limitações à capacidade de uma comunidade local ou mesmo de um país mudarem a economia, num mundo em que os sistemas estão interligados e exigem alterações globais.

Link para o trailer do filme: https://rafilm.se/outgrow-the-system

Uma exposição fora de série

LGBTQIA+ no mundo animal é o nome da exposição que está até dia 4 de Julho na CooLabora e que nos traz informações tão extraordináerias como esta: a tartaruga verde muda de sexo consoante a temperatura da água do mar. Uma exposição onde a ciência, a arte e as questões de género se fundem através de um projecto desenvolvido por alunos e alunas do 11º A, no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, com o apoio da artista residente Helena Simões e sob a coordenação da professora Regina Conceição. 

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A MULHER FORA DA COZINHA

Participámos na moderação do debate organizado por três fantásticas alunas do 10º ano da Escola Secundária Quinta das Palmeiras, Maria, Marisa e Lua, no âmbito do projecto de Cidadania e Desenvolvimento da Escola.

A Biblioteca Municipal da Covilhã encheu-se de gente para um debate sobre igualdade de género no qual participaram como oradoras, Dulcineia Moura (Deputada da Assembleia da República), Lara Rodrigues (Directora Artística do Wool) e Patrícia Figueiredo (Jornalista da SIC). A moderação ficou a cargo de Graça Rojão (CooLabora). O debate foi animado e contou com um público muito participativo, o que nos leva a desejar que no próximo ano estas alunas repitam a iniciativa.

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Resposta de Apoio Psicológico para Crianças e Jovens Vítimas de Violência Doméstica

O Gabinete de Apoio Psicológico da CooLabora acompanha actualmente 70 crianças e jovens vítimas de violência doméstica com impacto em diferentes áreas de funcionamento, nomeadamente, social, psicológica, familiar e escolar. Assim, as problemáticas mais frequentes são ansiedade, depressão, vulnerabilidades na autoestima e autoconceito, crenças disfuncionais cristalizadas com repercussões nos relacionamentos interpessoais, dificuldades e desmotivação no processo de aprendizagem e ainda sentimentos de responsabilização face à situação de violência e desesperança com o futuro.

A nossa intervenção passa por um processo terapêutico eclético e idiossincrático, com base na empatia e especialização na área de violência doméstica, partindo do pressuposto de que quanto mais célere for a intervenção menor será o impacto na vida destas crianças. 

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